Que tipo de polícia a sociedade quer?

Que tipo de polícia a sociedade quer?

Desde abril deste ano, o governo do Estado de São Paulo estuda transferir a Polícia Civil da pasta da Secretaria de Segurança para a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania.
A Polícia Civil nasceu junto com a Secretaria dos Negócios da Justiça em 1841 indo depois para a Secretaria de Segurança (1956).
Naquele ano, o então governador Jânio Quadros instituiu no gabinete da Secretaria de Segurança Pública a Assessoria Policial.
Em 1995, carreira e estrutura da Polícia Civil passaram por uma reestruturação permanecendo sob a tutela da Secretaria de Segurança Pública.
Para o vereador Amauri Silva (PSC/SP) que faz parte da corporação da Guarda Civil Metropolitana “a transferência envolve diversos fatores e, portanto, é preciso que haja ampla discussão com as partes envolvidas”.
Nesta 5ª feira (16), na Câmara paulistana, uma audiência pública reuniu representantes de associações e sindicatos ligados à Segurança Pública (delegados, investigadores, entre outros) para discutir assunto tão importante para as categorias envolvidas como para a população em geral já que trata de Segurança Pública que é uma exigência recorrente da população.
No entender do vereador – que atua há mais de três décadas na GCM – é preciso saber que tipo de polícia a sociedade quer: “pesquisa realizada em nosso gabinete indicou que a maior preocupação dos mais de 300 entrevistados é relativa à segurança pública; defendo que haja fortalecimento, valorização e crescimento das polícias (civil, militar, estadual e municipais)”, afirmou.
“Onde há diálogo e troca de experiência e informações não surgem conflitos que não possam ser resolvidos. Há intercâmbio de ideias e aprendizado de todos os lados. O diálogo celebra as diferenças e nos leva a ouvir e respeitar o outro”, defende o vereador Amauri ao participar da reunião da Comissão Extraordinária Permanente de Segurança Pública sobre o tema.
“A audiência pública de hoje foi bastante útil para analisarmos o que, de fato, precisa ser feito”, salienta o vereador ao ressaltar: “o que importa é saber o que vai gerar essa possível mudança… Transferir a Polícia Civil da Secretaria da Segurança Pública para a pasta da Justiça e da Defesa da Cidadania é uma decisão que deve ser muito bem pensada e avaliada”.
O vereador deixou clara sua posição: “a Segurança Pública é para todos e deve trabalhar para a sociedade, independentemente, da secretaria que estiver vinculada… Para a população não importa a secretaria, o cidadão quer contar com a polícia, sentir-se seguro e os policiais, por seu lado, querem seu trabalho valorizado.
A ata das discussões desta 5ª feira será encaminhada ao governador Marcio França.

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